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2005

Apresentado pela Prefeitura do Setor de Diversões Sul/Conic, em parceria com a Fundação Cultural Palmares e apoio da ONG Marka, o festival recebeu mais de dez mil pessoas nos seus três dias de evento (24, 25 e 26 de novembro de 2005). A realização devolveu ao Conic sua função inicial de ser um centro de diversão, cultura e lazer, projetado há 40 anos (hoje 54) pelo arquiteto Lúcio Costa.

Pessoas de diferentes classes sociais, idades e etnias entraram em contato com a vasta cultura brasileira, tão influenciada pela cultura africana, por meio de apresentações artísticas e folclóricas que reuniram 160 artistas, além da degustação de pratos típicos como o Maria Isabel, a feijoada e o frango com limão, feitos no workshop gratuito de culinária, “África Gourmet”.

Principais Atrações Musicais
  • PH2 e Artigo 2 (rap);

  • Renato Matos (reggae);

  • Chico Science Cover (maracatu);

  • Cai Dentro (choro);

  • Batucada de Bamba (samba);

  • Surdodum,

formado em sua maioria por deficientes auditivos;

  • Calouro (Banda de MPB);

  • Pegada Black (negra música brasileira).

Também se apresentaram os DJ's

  • Chico Aquino e

  • Barata;

Os dançarinos

  • Selma Trindade e Júlio César;

  • o Bumba Meu Boi do Seu Teodoro;

  • Quilombolas Breakers (PR15).

  • Equipe Capoeira Brasileira;

Responsabilidade Social

Um dos compromissos do Projeto Cara e Cultura Negra de 2005 foi contribuir para o processo de conscientização da responsabilidade social.

A primeira edição do Cara e Cultura Negra ainda teve programação especial voltada para alunos da rede pública de ensino do DF, que puderam assistir a vídeo e participar de debate sobre questões relacionadas aos desafios enfrentados pelos negros na sociedade. Estes estudantes tiveram ônibus gratuito e lanche, ao participarem do projeto.

Várias parcerias foram feitas com esse intuito:

Fome de Dignidade

Em parceria com o programa Mesa Brasil do Sesc/DF, o evento criou a campanha Fome de Dignidade para arrecadar alimentos que seriam distribuídos entre as 150 instituições atendidas atualmente pelo programa, alimentando 15 mil pessoas. O acesso do público ao evento seria mediante a doação de 1 kg de alimento não-perecível por dia. A área de doação foi na entrada e estava sinalizada para facilitar a visualização e o acesso dos visitantes.

Quero usar de novo

Em parceria com a cooperativa de coleta e reciclagem 100 Dimensão, localizada no Riacho Fundo 2, a I Semana de Cultura Afro-Brasileira viabilizou a coleta de lixo reciclável do evento. A Cooperativa processa e produz materiais diversos a partir de algumas dos resíduos mais nobres da cidade, como os do Supremo Tribunal Federal, da Presidência da República e das quadras das asas Norte e Sul. Foi criada há cinco anos e começou com um grupo de desempregados que se sustentavam por meio da coleta de resíduos. Os catadores selecionam madeira, vidro, ferro, papel, papelão e garrafas plásticas que utilizam para produzir relógios de mesa, esculturas de ferro, luminárias e caixas decorativas, entre outros objetos reciclados. A Cooperativa conta com 200 associados que dividem o trabalho entre a coleta seletiva do lixo, a seleção de resíduos, a reciclagem do material e organização e limpeza do local de trabalho.

 

Cabeça Trançada e África Gourmet

Com o apoio do Senac/DF a I Semana de Cultura Afro-Brasileira disponibilizou, durante os três dias, workshops de penteados afro e de culinária africana para quem busca se profissionalizar e se capacitar para o mercado de trabalho. As aulas foram gratuitas. Durante os três dias os alunos fizeram mais de 20 penteados. Cada penteado leva em média 40 minutos para ser feito e dura em torno de uma semana.

Workshops

No primeiro dia (24/11/2005) de workshop, África Gourmet, os alunos aprenderam a preparar Maria Isabel, característico do sul da África, e uma das principais iguarias maranhense.

Na quinta-feira (25/11/2005), Madame Khadidiaton Mbengue, primeira secretária da Embaixada do Senegal, orientou os alunos no preparo do prato senegalês Yassa, frango marinado em molho de cebola e limão servido com arroz branco. Para encerramento do workshop foi preparada a tradicional feijoada, no último dia do evento (26/11/2005).

Foram vendidas 600 refeições durante a Semana ao preço de R$ 7. O dinheiro arrecadado será doado em partes iguais para a revitalização do CONIC e para a Organização Não Governamental (OnG) Grupo Atitude, da Ceilândia, que trabalha com projetos sociais voltados para o desenvolvimento da educação e da cidadania com os jovens da comunidade.


 

Apoiadores

Apoiadores

A I Semana de Cultura Afro-Brasileira – Cara e Cultura Negra contou com apoio:

  • Gabinete da Deputada Maninha,

  • Fundo de Arte e Cultura (FAC),

  • Secretaria do Trabalho,

  • Secretaria de Turismo,

  • Senac/DF,

  • Mesa Brasil Sesc/DF,

  • Administração de Brasília,

  • Federação das AABB (Fenabb),

  • Scoulting Agência de Modelos,

  • Merkato Assessoria e Marketing,

  • 29 Santamídia,

  • Sinart Comunicação Visual,

  • Sindicato dos Bombeiros Civis do Distrito Federal,

  • Sindicato dos Vigilantes,

  • Sindicato dos Previdenciários,

  • Sind-Água,

  • Caesb,

  • Sindicato dos Empregados das Imobiliárias e dos Condomínios (Feicom),

  • Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci),

  • Grupo Atitude,

  • Cooperativa 100 Dimensão,

  • Faculdade Dulcina de Moraes, entre outros.

 

2007

Em sua terceira edição, o evento Cara e Cultura Negra 2007, realizado no período de 17 a 23 de dezembro atingiu um de seus principais objetivos ao realizar a mostra temática e apresentar ao público algumas das principais marcas culturais afro-brasileiras e toda a sua importância na construção da nação Brasil, bem como ter promovido um importante momento para reflexões acerca da realidade vivida por milhões de afrodescendentes, sobre políticas públicas de promoção e igualdade racial.

Ações

Mostra Educacional Dividida em 16 ESPAÇOS - salas temáticas - com aproximadamente 140 painéis ilustrativos (100x200cm) que apresentaram desde a história do continente Africano, dos seus 53 países, até os dias atuais, passando pelos momentos mais importantes da nossa história, dos personagens que a construíram, até os dias atuais, pelas políticas públicas (Ver CD).

Mostra Educacional

Desenvolveu os seguintes temas:

 

  • AFRICA VENTRE FÉRTIL DO MUNDO

A história do continente africano, sua cultura, sua música e apresentação dos 54 países.

  • Povos africanos que formaram a cultura do Brasil

  • Contribuição da raça negra para a formação da nação Brasil.

  • Contribuição na Dança;

  • Contribuição nas Artes;

  • C o n t r i b u i ç ã o n a L í n g u a Portuguesa;

  • Contribuição na Moda;

  • Contribuição na Culinária;

  • Contribuição nos Esportes;

  • Contribuição para o conhecimento científico e tecnológico universal;

  • Negros de Expressão;

  • Religião;

  • Mercado de Trabalho;

  • Políticas Publicas;

  • Conhecimentos Gerais;

  • Mulheres Negras do Brasil;

 

Visitas Guiadas

4 visitas guiadas para grupos de escolares sob a coordenação do Conselho do Negro.

Lançamento do Livro Gula D'África – Em parceria com a Editora SENAC, e com o apoio das diversas Embaixadas Africanas sediadas em Brasília foi lançado o livro Gula D'África, primeiro volume.

Gastronomia

Realização do I Circuito da Gastronomia África Brasil, realizado em parceria com o SINDHOBAR, com a participação de 08 restaurantes da cidade – Carpe Dien, Acarajé da Rosa, Esquina Mineira, Lagash, Restaurante Oliver, Café Eldorado;

Workshop :: Ministrado na escola Tribo das Artes

Percussão Corporal

  • Instituto Batucar

  • Percussão Corporal

  • Dança Negra Contemporânea - professor Júlio César

  • Dança Contemporânea - professor Carol Dornas

  • Percussão - professor Edinho Silva

  • Batik e Máscaras -professor Albano Dias

  • Samba no Pé e Samba de Gafieira - professor Alex Gomes

  • Reiki Axé- professora Marisilda Brochado

  • Capoeira e Cantiga de Roda - professora Yara Cordeiro

  • Ragga - professor Wesley Messias

  • Dança Circular - professor Isabel Zago

Maquiagem e Penteados - Ministrado pela Lord Perfumaria

Palestras
  • A contribuição do Negro na Construção da Identidade Brasileira

  • Políticas Públicas – O sistema de Cotas, a Lei 10.639/2003

Apresentações Artísticas

O evento confirmou a força da produção artística local e trouxe ainda algumas atrações que estão despontando em outros estados e que já mostram a sua força.

Ao todo foram 08 bandas nacionais representando os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Bahia, Ceará e o Distrito Federal:

 

  • Hihúyaê – O Grito da Terra Escola Som de Tambores

  • Aquilombando (DF)

  • Atitude Feminina (DF)

  • Z'África Brasil (SP)

  • Congo Nya (DF)

  • Bongar (PE)

  • Makena (DF)

  • Veronica (DF)

  • Hadda e DJ A (DF)

  • NUC (MG)

  • Rapadura (DF)

  • Costa a Costa (CE)

  • Indiana (DF)

  • Dança Negra Contemporânea

  • Professor Júlio César

  • Ellen Oléria (DF)

  • Ataque Beliz (DF)

  • Anastácias (RJ)

  • Babilak Bah (BH)

  • Escurinho (PB)

  • Nós Negras (DF)

Exposições Fotográficas
  • Silvana Leal em parceria com o projeto FOTOARTE;

  • “Mulheres Negras” de Shuman Shumaher

Artes Plásticas

Mostras de:
 

  • CARYBÉ,

  • RONALDO FERREIRA,

  • PROFESSOR SERGIO DE SOUZA

Resultados

O Cara e Cultura ofereceu: 
 

  • 10 oficinas com 69 hora/aula para 208 alunos;

  • 2 palestras;

  • 22 shows musicais;

  • 3 Exposições Fotográficas;

  • lançamento de Livro;

  • criação do CIRCUITO DE GASTRONOMIA.

 

2008

Dia 5 de novembro o Teatro Nacional de Brasília abriu as suas portas para convidados. Foi a abertura do 4º Festival CARA E CULTURA NEGRA. Entre estudantes da rede pública do Distrito Federal, autoridades, Corpo Diplomático, produtores e amantes da cultura estiveram presentes nos diversos momentos dessa programação aproximadamente 2.000 pessoas, que prestigiaram o desfile de modas – KANIMANDO -, assistiram aos vídeos educativos, à exposição internacional de Fotografia, ouviram os pronunciamentos oficiais e, por último, na Sala Villa-Lobos, encantaram-se com o Balé Folclórico da Bahia.

Kanimando

Em busca das raízes culturais a Beleza ao alcance de todos. Durante um semestre alunos da Faculdade de Moda AD1, sob a coordenação do professor Walter , pesquisaram a influencia africana na nossa moda, no nosso modo de vestir, de se pentear. O resultado todos puderam ver. 15 modelos da agência SCOULTING desfilaram as cores, as texturas, a beleza com fortes influências do continente africano e todo um jeito brasileiro.

Mostra Internacional de Fotografia

Seis fotógrafos, dois americanos, dois holandeses, um suíço e uma brasileira compareceram ao evento.

 

Abertura Oficial;

Balé Folclórico da Bahia;

 

Realizado no período de 05 a 20 de novembro, no Teatro Nacional Claudio Santoro e na Praça Zumbi dos Palmares, o festival Cara e Cultura negra presenteou Brasília com uma grande mostra temática onde foram apresentadas ao público algumas das principais marcas culturais afro-brasileiras e toda a sua importância na construção da nação Brasil, bem como promoveu importantes momentos de celebração e reflexões acerca da realidade vivenciada por milhões de afrodescendentes e sobre políticas públicas de promoção e igualdade racial. A apresentação dessas marcas identitárias deu-se por meio dos seguintes eixos :

EDUCAÇÃO, GASTRONOMIA, FOTOGRAFIA, MUSICA e DANÇA

Mostra Educacional

Dividida em 21 ESPAÇOS - salas temáticas - com aproximadamente 200 painéis ilustrativos (100x200cm) que apresentaram desde a história do continente Africano, dos seus 53 países, até os dias atuais, passando pelos momentos mais importantes da nossa história, dos personagens que a construíram, até os dias atuais.

 

Apresentou as políticas públicas, o centenário de Solano Trindade (Ver CD), e desenvolveu os seguintes painéis | temas:

 

1)AFRICA VENTRE FÉRTIL DO MUNDO

 

A história do continente africano, sua cultura, sua música e apresentação dos 54 países.

 

2)Povos africanos que formaram a cultura do Brasil

3)Contribuição da raça negra para a formação da

nação Brasil.

4)Contribuição na Dança;

5)Contribuição nas Artes;

6)Contribuição na Língua Portuguesa;

7)Contribuição na Moda;

8)Contribuição na Culinária;

9)Contribuição nos Esportes;

10)Contribuição para o conhecimento científico e

tecnológico universal;

11)Negros de Expressão

12)Religião

13)Mercado de Trabalho

14)Políticas Publicas

15)Conhecimentos Gerais

16)Mulheres Negras do Brasil

17)Arquitetura

18)Solano Trindade – O poeta do Povo

19)120 anos de uma abolição inconclusa

20)Diáspora Africana – Travessias Femininas

21)SOLANO TRINDADE - Centenário

 

Todos aqueles que foram ao Foyer da Sala Villa - Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro,

puderam apreciar a obra de Solano Trindade no centenário do seu nascimento.

 

As situações presentes no cotidiano de milhares de brasileiros até hoje, tornam os textos do “Poeta do Povo” incontestavelmente atuais e fazem do centenário deste artista mais que uma data comemorativa.

 

Divulgar a obra de nossos poetas é também um dos objetivos do projeto CARA E CULTURA NEGRA que tem uma bela oportunidade para exercer essa sua função primordial.

 

b)Visitas Guiadas

 

c)Apresentação de Vídeos Educacionais – 11 vídeos educacionais.

 

""A exposição Diáspora: movimentos, adaptações e transformações produzida para o 20 de novembro, dia da consciência negra, dia em que afirmamos a nossa história de luta e resistência simbolizada pela figura de Zumbi, foi de grande importância para as várias turmas de alunos que visitaram a exposição, assim como para os vários visitantes que puderam conhecer mais sobre culturas apagadas da história pelo eurocentrismo dominador que se impõe a mais de cinco séculos.

 

A parceria do Cara e Cultura Negra com o SINPRO (Sindicado dos professores) foi uma iniciativa

essencial para se cumprir a lei 10.639. A primeira parte da exposição altamente didática com uma quantidade impressionante de informações sobre o legado cultural e científico do continente africano para o resto do mudo, atesta a qualidade da iniciativa.

 

Durante o tempo que trabalhei na exposição como professor, pude constatar a emoção das pessoas em descobrir conhecimentos que tinham sido omitidos, de poder entender melhor o que é o Brasil, que somo herdeiros de mais do que imaginamos e precisamos revisitar a história para poder melhor analisar o presente"".

Wesley Pereira – Professor e Guia das Exposições

 

d)Apresentação do Livro Gula D'Africa - Em parceria com a Editora Senac, e com o apoio das diversas Embaixadas Africanas sediadas em Brasília foi re-lançado o livro Gula D'Africa, primeiro volume.

 

e)Realização do Circuito da Gastronomia África Brasil - Realizado em parceria com o SINDHOBAR, com a participação de 08 restaurantes da cidade – Carpe Dien, Acarajé da Rosa, Esquina Mineira, Lagash, Restaurante Oliver, Café Eldorado;

 

f)Oficinas

Musicalmente o Festival priorizou a Percussão,mostrando toda a riqueza de ritmos brasileiros

através das oficinas de Peu Meurrey de Salvador e Babilak Bah de Belo Horizonte.

 

Oficina de Percussão de Peu Meurrey – 30 alunos

 

Oficina de Percussão de Babilak Bah – 30 alunos

 

Oficina de Maquiagem

 

Oficina de Penteados

 

Oficina de Acessórios

 

PEU MEURRAY

Com a Oficina Pneumática Musical, dentro da programação do Cara e Cultura Negra, o músico

mostrou como aproveitar materiais recicláveis e pneus para construir instrumentos musicais, móveis para casa e falou sobre a musicalidade atual, novas timbragens, performances musicais, ecologia e a preservação do Meio Ambiente.

 

Como resultado final da oficina foi feita uma pequena apresentação dos participantes.

 

BABILAK BAH

A o f i c i n a “ E N X A D I GMA – O F I C I N A MULTIDISCIPLINAR DE ARTE” foi um dos pontos

altos na participação desse poeta e escritor paraibano no Cara e Cultura Negra 2008. O Foyer

da Sala Villa Lobos transformou-se em um grande espaço coletivo de experimentações sonoras

utilizando objetos variados, com ênfase sempre nas ferramentas “enxada”, sucatas, pequenos efeitos e o silêncio.

 

g) Palestras

 

a)A contribuição do Negro na Construção da Identidade Brasileira

 

b)Políticas Públicas – O sistema de Cotas, a Lei 10.639/2003

 

c)A Influencia Africana na Moda Brasileira – Ministrada pelo Professor Sergio Ferreira.

 

h) DESFILE DE MODAS

 

Realizado em parceria com a Faculdade de Modas AD1.

 

CABELOROSTOCORPOHOMEM MULHER INFANTIL ACESSÓRIOS ROUPA

ÉTICAESTÉTICAMEIO AMBIENTEIGUALDADE RAÇA BRASIL

 

Em busca das raízes culturais a Beleza ao alcance de Todos

Kanimando significa Deslumbrante!

 

Esta é a palavra que melhor define a criatividade do povo brasileiro, em toda a sua beleza e diversidade cultural, racial e social, que se traduz no seu falar, no seu comer, no seu vestir.

 

A 1ª SEMANA BRASILIENSE DE MODA E BELEZA DA RAÇA NEGRA foi uma rara oportunidade de conhecermos melhor essa brasilianidade de se vestir e se embelezar.

Durante uma semana Brasília sediou um encontro sobre a moda e a beleza da raça negra, sob a coordenação da Faculdade de Moda AD.

A diversidade de cores, texturas, as particularidades dessa etnia e dos vários grupos que ela representa foram apresentadas por empresas de moda, por artesãos, por professores e universitários, e acompanhada por curiosos e amantes da beleza singular brasileira.

Durante cinco dias o pôde-se participar de oficinas, assistir à apresentações, palestras que apresentaram ao público da capital as inúmeras alternativas nos processos de criação da moda afro brasileira; as linguagens diferenciadas, dos desenhos e dos corpos, melhor definidas como variações simbólicas na Terra do Sol e da explosão de cores.

As palestras, divididas em História da moda Africana, Moda Afro brasileira e estética negra, apresentaram a história da moda, desde o continente africano, seus grafismos e significados, suas estamparias, até os dias atuais, da produção da diáspora africana no mundo e em solo brasileiro e os últimos lançamentos da indústria da cosmética para essa etnia.

Uma verdadeira revolução de costumes e os longos caminhos para a auto valorização e auto aceitação da beleza da raça negra brasileira.

 

i) Mostra de Artes Plásticas – JOSAFÁ NEVES – SERNEGRO.

 

A exposição SERNEGRO, do artista plástico Josafá Neves, com curadoria de SERGIO

FERREIRA homenageou o mês da consciência negra. Momento de celebração afro-brasileira presente no IV Cara e Cultura Negra, Josafá permanece fiel aos valores culturais, estabelecidos com os substratos de africanidades aqui traduzidos em afrobrasileiros ou afro-decendentes, materializando um sentido de negritude intrinsecamente presente nas composições que juntas são um verdadeiro panorama metafórico do que é SERNEGRO.

 

J) Mostra Fotográfica Internacional Entre as principais atrações do Festival Cara e Cultura Negra deste ano a Mostra Internacional de Fotografia trouxe à Brasília 07 fotógrafos que apresentaram seus últimos trabalhos de resgate e reconhecimento das culturas africanas e afrobrasileiras.

A mostra “No Coração da África” foi realizada no mezanino da Sala Villa-Lobos. Contou com 6 fotógrafos com cobrem o dia a dia do continente africano e o resultado das andanças e dos olhares atentos em várias regiões, como Mali, Erithea, Etiópia, África do Sul, dentre inúmeras outras pôde ser conferido.

Museus na Suíça e em outros países. Tem inúmeros livros lançados.

site www.boazrottem.com

 

“BOAZ ROTTEM

'De terras muito distantes esses rostos e olhos que nos guardam são de homens e mulheres contemporâneas. Eles querem nos falar que ainda hoje, em pleno século XXI, ainda existem sociedades que nada sabem sobre a tal globalização'.

O fotógrafo BOAZ ROTTEM fez parte da galeria dos grandes fotógrafos da atualidade que se apresentaram na Mostra Internacional. O ensaio de Boaz foi realizado em povoados e grupos étnicos da Etiópia.

 

STEVE EVANS

Cada imagem “do Coração da África, Alma da África” é uma janela no coração e na alma da África, apresentando desde as fotografias dos fortes utilizados pelos escravos do oeste da África ao nascer majestoso do sol e os ocasos da África ao sul e ao centro.

 

VICENT DE GROOT

 

j) Apresentações Artísticas

 

O 4º CARA E CULTURA NEGRA contou com importantes artistas locais, nacionais e internacionais vindos de diversos pontos da África e suas diásporas.

Onze bandas nacionais representando os estados da BAHIA , Minas Gerais, Paraíba, São Paulo, e o Distrito Federal, e duas Bandas Internacionais, do Senegal e da República da Guiné.

Entre os destaques da programação musical nacional, estiveram presentes:

 

a) BALÉ FOLCLÓRICO DA BAHIA – BAHIA DE TODAS AS CORES

b) MAXIMO MANSUR (DF)

c) CESAR DE PAULA (DF)

d) SERGIO MAGALHÃES (DF)

e) ELLEN OLÉRIA (DF)

Grande em tudo. Assim é a cantora e compositora Ellen Oléria. Grande talento, grande voz, sorriso enorme.

“Ellen é vigorosa. Sua voz, estrela bailarina de várias escalas e matizes. Ellen já nasceu Rimbaud.

Nosso amado compositor Péricles Cavalcanti,desejava ser a Cássia Eller, eu desejo ser eu e sair de mim ao som da Ellen Oléria.

Ela é olé.

Ela é meteoro.

Ela é golfinho numa enseada grega voltando pra Angola...

Ela é a nova rainha africana do morro da música brasileira inventada por João Gilberto,

Caetano Veloso e Chico Science.

Evoé Ellen.

Saravá”.

 

Paulo Kauim

Apontada como um dos maiores expoentes do cenário musical brasiliense, com seus olhos arregalados e sorrisão aberto, Ellen Oléria esbanjou em voz e violão um swing impressionante, apresentando-se no palco 'Clementina de Jesus', no dia 7 de novembro.

 

Samba, samba funk, sambalanço e afoxés, muita música negra brasileira, aliados ao swing e ao carisma da cantora, contaminaram com a sua musicalidade e performance.

Não teve quem não se contagiou com a voz marcante que brincou com o ar, atravessou o invisível da Esplanada dos Ministérios e fez rachar qualquer tédio.

 

a) CONGO NYA (DF)

 

b) BABILAK BAH (MG)

 

O show Enxadário começou impressionando pela estética. Uma orquestra de enxadas invadiu o palco 'Clementina de Jesus' no dia 08 de novembro com o talento do paraibano Babilak Bah e, como se não bastasse,surpreendeu com uma intensa sonoridade fruto de uma rica pesquisa rítmica que agradou a todos os tipos de ouvidos.

Quem acompanhou a programação pôde conferir a influência dos emboladores de coco, dos repentistas nordestinos no trabalho do grupo.

 

a)PEU MEURRAY e OS PNEUMÁTICOS (BA)

 

A BAHIA FEZ-SE PRESENTE

 

Com tambores feitos com pneus de automóveis de passeio e caminhões, o músico misturou black music, samba e MPB, mostrando ao público novos ritmos e sonoridades. O resultado surpreendeu a todos que prestigiaram o evento no dia 8 de

novembro na Esplanada dos Ministérios.

b) MAMOUR BA (SENEGAL)

c) Fanta Konaté e Petit Mamady Keitá (REPUBLICA DA GUINÉ)

A cantora da República da Guiné Fanta Konatê e o percussionista Petit Mamady Keita trouxeram músicas tradicionais da etnia Malinkê (tronco lingüístico Mandinga), preservadas desde o séc. XIII – Império de Mali.

d) ATAQUE BELIZ (DF)

e) BETO BRITO (PARAÍBA)

f) NEGRA LI (SÃO PAULO)

 

Em suma, o CARA E CULTURA NEGRA 2008 apresentou os seguintes resultados :

Ofereceu, durante 15 dias, 2 oficinas de PERCUSSÃO com 18 horas|aula para 30 alunos cada, OFICINA DE PENTEADO com 50 horas|aula, Oficina de maquiagem com 16 horas|aula, 1 Oficina de Vestuário com 16 horas|aula e 1 Oficina de Acessórios, 20 horas|aula, PALESTRA a Influencia Africana na moda brasileira, 12 shows musicais, Exposição Internacional de Fotografia com a presença de 6 fotógrafos europeus, americanos e uma brasileira.

 

Lançamento de Livro, criação do CIRCUITO DE GASTRONOMIA . Aproximadamente 15 mil pessoas tiveram acesso de forma gratuita à cultura, 250 postos de emprego diretos, 1000 postos indiretos, quase 1 milhão de pessoas souberam, por meio da imprensa e dos materiais de divulgação, do evento. Cobertura em jornais de Brasília, Santa Catarina, Belo Horizonte, João Pessoa, São Paulo, Rio de Janeiro. A imagem de Brasília está veiculada nos principais sites do mundo por meio dos fotógrafos convidados."